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Curiosidades, notícias e dicas sobre a China

A saga Harbin finalmente chega ao fim. Após o frio, os tigres, as esculturas de gelo e tudo mais que a cidade oferecia, aproveitamos a última noite para conhecer a casa de massagem chinesa.

Na verdade, não foi bem uma escolha, e sim uma falta de alternativa. Nosso check out no albergue havia sido ao meio dia, o trem para Pequim saia só as 5:45 da manhã do outro dia. Deixamos as malas no maleiro da estação e fomos decidir o que fazer durante a noite. As opções eram: dormir no Mac Donalds, na estação de trem ou ir em uma casa de massagem. A escolha não foi tão difícil.

Casa de Massagem aqui na China tem em todos os cantos. São como SPAs no Brasil, com locais para relaxar, massagistas, saunas, piscinas e outras regalias. Ninguém do grupo conhecia muito bem o funcionamento do local. Escolhemos um pacote que custava 88 RMB (R$ 30) cada e embarcamos na aventura.

Nosso grupo foi separado em dois, um de meninas e outro de meninos. Cada um foi para um lado. O início da parte feminina era um vestiário. Lá descobrimos que teríamos que tirar toda a roupa, e apesar de só haverem mulheres, ficamos meio desconfortáveis. Foi então que compramos uma roupinha que parecia um pijama, composto de um cirolão e uma blusa.

A primeira parada foi na sauna, toda feita de madeira, com umas partes um pouco quebradas, mas cumpria a função. Saindo de lá demos de cara com várias chinesas totalmente nuas, umas estavam tomavam banho enquanto outras faziam massagem. Assim como as clientes, as funcionárias também trabalhavam sem roupa alguma. A situação foi meio estranha, sempre vi as chinesas como pessoas muito recatadas, e lá estava elas, tranqüilas e sem nenhum pudor.

Fizemos uma massagem hidratante com a massagista nua e subimos para a área comum entre homens e mulheres. Nessa hora percebemos como tinha sido necessário comprar a roupinha. A segunda parte era cheia de camas espalhadas por um quarto e lá era feita a massagem “tradicional” que conhecemos. Nem tão tradicional assim, principalmente quando a mulher subiu nas minhas costas e começou a usar os joelhos.

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Na sala seguinte encontramos umas 100 poltronas grandes e confortáveis viradas para 4 tv de plasma no centro. Estava passando um programa chinês, e alguns aproveitavam para receber a massagem nos pés (não estava incluso no nosso pacote). Quando chegamos nesse estágio já eram umas 11 horas da noite e todos estavam famintos. Por sorte, era possível pedir comida. Escolhemos uns 6 pratos diferentes, entre ziaozi, legumes, omelete, carne de porco com molho de tomate e mais umas comidas chinesas, isso acompanhado pelo velho chá de jasmim de todo dia.

A parte masculina da casa era um pouco diferente. O Daniel e os outros meninos me contaram com detalhes como era. Além da sauna, havia piscina e uma sala com várias camas de massagens onde chineses nus faziam massagens em outro chineses nus. Pelos relatos do grupo,
os homens olhavam descaradamente para eles, até porque ninguém usava pijama nesse espaço.

Aproveitamos para conhecer os outro andares. No último encontramos um lugar com vários quartos, como em um hotel. Quando perguntamos o que era essa parte o chinês só olhou para nós e fez um gesto com as mãos, não precisou de palavras para entendermos que essa área era um tipo de motel.

Dormimos nas camas de massagem que usamos até a hora que o maleiro fechava. As 2 da manhã pegamos nossas coisas e fomos terminar a noite de sono nas cadeiras da estação de trem.

Só pelos relatos vocês já percebem a situação inusitada que foi, me diverti como nunca. Ainda não tive a oportunidade de ir em uma casa de massagem aqui em Pequim, mas já estamos organizando mais uma noite como a de Harbin.

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Turma de Harbin

Essa semana fui na KTV, uma casa de karaoke. Acordei sem voz. Conto tudo em outro post.

Zàijiàn

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